Curitiba
Os Iovanovitchis foram a primeira família Rom a se estabelecer em Curitiba. Savo, que agora casava-se com Sveta, formaria uma grande família e plantaria suas raízes por aqui.

Os primeiros representantes se estabeleceram e fixaram moradia própria no bairro do Água Verde. Ao contrário do que reza o imaginário popular, o nomadismo nem sempre é o modo de vida das famílias Romani. A suposta escolha pelo modo de vida nômade se dá por devidos fatores sociais: racismo, preconceito, falta de políticas públicas.
“O cigano anoitece, mas não amanhece. Nós ciganos somos estrangeiros da própria pátria, estrangeiros, invasores, indesejáveis no mesmo chão”
(Cláudio Iovanovitichi)
Quase 100 anos após a chegada dos Roms por aqui, Curitiba tem, também, forte influência desse povo de que pouco se fala na história oficial. Em pleno século XXI, a cidade hoje abriga não só membros Roms, como Calons, entre seus cidadãos.
A história dos povos ciganos que residem em Curitiba é uma saga de resistência. Uma trajetória de luta contra o preconceito, as histórias imaginadas sobre sua gente, e, sobretudo, para manter viva a tradição e os costumes de seus avós.
“Terra é só caminho e passagem, forma de encontrar o outro, a terra proporciona a arte do encontro”
(Cláudio Iovanovitichi)